terça-feira, 22 de julho de 2014

HISTÓRIA DAS CIVILIZAÇÕES - CONFLITOS DO ORIENTE MÉDIO I

Aspectos geopolíticos: Local – Assíria, Mesopotâmia, Babilônia, Iraque, Irã, Jerusalém. Povos – Assírios, Medos, Persas, Macedônio, Hebreus. Datas – 670 a.E.C. (antes da era comum) na visão cristã a.C. (antes de cristo)

Nabucodonosor II governou durante 42 anos o Segundo Império Babilônico. Ficou famoso pela construção dos Jardins Suspensos da Babilônia e pela destruição de Jerusalém e seu Templo.

Nabucodonosor II ou Nebucadrezar (632 a.E.C. a 562 a.E.C.) é o filho e sucessor do Rei Nabopolasar, que fundou o segundo império babilônico (ou caldeu), sobre as ruínas do Império Assírio. Seu nome em hebraico, nebukadrezzar, é a transliteração do acadiano, Nabu-cudurri-utsur, que talvez signifique “Nabu (deus) protegeu os direitos de sucessão ou minha herança”. No latim temos Nabukodenesor. Deste vem o nome em português. Houve dois reis babilônicos com esse nome: Nabucodonosor I, que reinou entre 1146 e 1123 a.E.C.; e Nabucodonosor II, a figura mais famosa, que é mencionado na bíblia, que reinou de 604 a 562 a.E.C..
Após a morte do rei assírio Assurbanipal, em 631 a.E.C., o Império Assírio entrou em declínio, devido às revoltas dos povos dominados. O rei caldeu Nabopolassar adotou uma política expansionista, com o intuito de recuperar o antigo poder da Babilônia. Auxiliado pelo rei dos Medos, Ciaxares, combateu a Assíria e derrotou o seu exército, em 616 e 615 a. E.C., em Arapka. Logo após, tenta apoderar-se de Assur, sem êxito, e alia-se definitivamente aos Medos. Em 612 a. E.C. conquistou e arruinou Nínive.
Os territórios conquistados foram partilhados entre os dois monarcas, conseguindo a Babilônia reconstruir o seu antigo império. Durante o reinado de seu pai, Nabucodonosor fora o príncipe-herdeiro da Babilônia.
Nabucodonosor casou-se em 612 a.E.C. com Amitis (Amu-hia), filha de Ciáxares, rei da Média. Teve pelo menos três filhos: Amel-Marduque (também chamado Evil-Meredoque), que o sucedeu no trono, Marduque-Sum-Usur e Nabu-Suma-Lisir.
Continuando sozinho as suas investidas, Nabopolassar ordenou a seu filho Nabucodonosor a conquista da Síria. O que resta do Império Assírio sucumbe definitivamente em 605 a.E.C. Nabopolassar empenhou-se em reprimir os intentos egípcios de restabelecer seu império no Oriente Próximo e após uma série de lutas, seu filho, Nabucodonosor, derrotou totalmente os egípcios na Batalha de Carchemish em 605 a. E.C.. Nabucodonosor conquistou totalmente Hati, ou seja, a Síria e a Palestina, conforme comenta o historiador Flávio Josefo. Nabucodonosor estava ocupado em guerras, quando seu pai faleceu; então voltou e foi coroado rei. Durante o reinado de Nabucodonosor, que durou de 604 a.E.C. a 562 a.E.C., o Segundo Império Babilônico viveu o seu período mais glorioso. Deu continuidade à época de prosperidade e hegemonia babilônicas.
Nabucodonosor II expandiu seu império, conquistando boa parte da Cilícia, Síria, Fenícia e Judeia. Líder militar de grande energia e crueldade, aniquilou os fenícios, derrotou os egípcios e obteve a hegemonia no Oriente Médio.
Investindo pesado no seu exército, lutou por mais de trinta anos para conquistar os territórios da Assíria, Fenícia, parte da Arábia, Palestina, Síria e Elam, tornando-se a maior liderança do Oriente Médio da Antiguidade.
Em 604 a.E.C., ele começou a receber tributos da Síria, Damasco, Tiro e Sidom. Jeoaquim, rei de Judá, foi seu vassalo por três anos (II Rs 24:1; Jr 25:1). Em 599 a.E.C. Nabucodonosor derrotou as tribos árabes de Quedar e do leste do rio Jordão (Jr 49: 28 – 33). Em 598 a.E.C. conquistou Jerusalém e levou em cativeiro seus habitantes ( II Reis cap. 25 e Daniel cap. 1). Entre os anos 587 a.C. e 586 a.C., os exércitos de Nabucodonosor destruíram Jerusalém. Tanto as muralhas da cidade quanto o Templo foram destruídos. O resto da cidade ficou em ruínas durante pouco mais de um século. Os sobreviventes são conduzidos para Babilônia.

Fontes: HAMMOND, N.G.L..O Gênio de Alexandre o Grande. São Paulo: Madras, 2005. HOLLAND, Tom. Fogo Persa. Rio de Janeiro: Record, 2008.

Nenhum comentário:

Postar um comentário